terça-feira, 20 de abril de 2010

The Latest Edition

A missão desse blog foi cumprida com sucesso.

Não existe a necessidade de escrever mais. Pelo menos aqui. Talvez, num futuro não tão próximo, eu retome essa idéia e continue colocando uma letra na frente da outra.

Agradeço de coração a todos que por aqui passaram, deixando ou não seu comentário, e é claro, pelo incentivo e pelos elogios dos mais íntimos e/ou assíduos leitores.

Hoje, abro mão desse espaço para conquistar outro.

Muito obrigado. Mesmo.

Att.

A redação.

sexta-feira, 12 de março de 2010

The Game


Estou nostálgico. Sou nostálgico. E apaixonado por futebol.

Fudeu.

O ano era 2000. Tinha acabado de me mudar da cidade em que nasci, cresci, fiz amigos e vivi por 18 anos. Logo, tudo era novo. Século novo, colégio novo, cidade nova. Mas velhos hábitos. O marlboro antes de entrar para a aula, era um deles. Até porque minha casa agora ficava a 3 quadras de onde eu estudava. Tudo era mais fácil.

Na última metade do ano, um campeonato de futebol interclasses foi organizado pela direção do colégio. Classe contra classe. Mata-mata. E é claro que eu decidi jogar.

Nosso 1º jogo foi contra a oitava série do ensino fundamental. Classe de ótimos jogadores. Rápidos e habilidosos. Dois ou três jogavam no time do colégio, comigo. Não seria um jogo fácil, mesmo para uma sala de 2º ano. Mas apesar do equilíbrio, vencemos por uma diferença de 3 gols, se não me falha a memória.

Nosso próximo compromisso seria contra uma sala de 3º ano, que havia massacrado uma sala de 1º ano, em seu último jogo. Aquele 3º ano tinha um goleiro que pegava até pensamento, e um loirinho que tinha um chute forte e preciso. Os outros jogadores também se equivaliam em qualidade. Aquele sim, seria um jogo difícil.

Minha equipe também não era ruim. Longe disso. Tinha um ala esquerdo lento, porém habilidoso. Um ala direito limitado que corria muito, mas que cansava rápido (sim, eu) e o tal do japinha que era um demônio com a bola no pé. Nosso ponto fraco era a defesa. Como ninguém se prontificou a agarrar no gol (eu, no caso, já tinha me aposentado da posição), acabamos colocando um gordinho simpático e estrábico parar assumir o posto. Era um risco mas não havia outro jeito.

Arquibancada cheia.

Começamos melhor. Chutando de longe, e tentando tocar a bola rápido. Comecei jogando, mas saí com 5 minutos de jogo, cansado. Continuamos atacando e levando alguma sorte na defesa. mas no nosso melhor momento no jogo, um contra-ataque rápido, de pé em pé, matou nosso time e com um chute forte do tal loirinho, o 3º fez 1x0. Pedi parar entrar em quadra novamente. faltavam cerca de 5 ou 6 minutos parar acabar o 1º tempo. Logo que pisei na quadra, fiz uma falta besta, na lateral da quadra. O outro time cobrou rápido e nos pegou de surpresa. O loirinho nem precisou chutar forte dessa vez. Sozinho, de frente para nosso gol, colocou a bola no cantinho, com carinho. 2x0.

Demos a saída novamente. Para nossa sorte, percebemos a outra equipe acomodada com o resultado e partimos pra cima. Em 2 ou 3 minutos conseguimos chutar 1 bola na trave e obrigamos o goleiro adversário a fazer um milagre. O gol estava próximo.

Faltando segundos parar acabar a 1ª etapa, um chute de longe de um jogador nosso, desviou na coxa do defensor deles e enganou o goleiro. 2x1. A sorte é a união entre a competência e a oportunidade. E fim de 1º tempo.

No 2º tempo comecei no banco porque tinha acabado de fumar um cigarro e não estava em boas condições de iniciar a partida na quadra. Não é lá muito saudável fumar no meio de uma atividade esportiva, mas eu estava nervoso. Então foda-se.

Começamos bem. Atacando devagar, sem afobação, procurando espaços. Até a metade do 2º tempo, jogamos um futsal de 1ª linha e o time adversário começou a cansar. Até que o goleiro adversário resolveu mostrar porque era tão bom debaixo da trave.

Tentamos de todos os jeitos: chute baixo, chute alto, de perto, de longe, fraco, colocadinho, da direita, da esquerda, do meio da quadra.. Nada. E o tempo passando. Pedi parar entrar. Faltavam cerca de 5 minutos para o fim do jogo, quando nosso japa também resolveu mostrar porque era titular do time do colégio. Numa bela jogada individual, driblou 2 jogadores e chutou forte, no canto. Lindo. 2x2.

Faltando pouco tempo para o jogo acabar, o empate já estava de bom tamanho para quem saiu perdendo de 2x0. Com aquele placar, iríamos para os pênaltis, dependendo de um goleiro estrábico de 90 quilos, ou seja: Deu-se a desgraça. Mas aí, uma luz no fim do túnel se acendeu. Confesso que nunca fui um profundo estudioso do futebol, mas naquela situação, observei uma cena curiosa. Quando algum jogador nosso aparecia livre na área, o nº1 do outro time fazia questão de se jogar no pé da pessoa, só parar abafar o chute. Pensei comigo: "ganhamos o jogo".

Olhei no relógio do ginásio: 1 minuto e meio. Pedi tempo.

Só tive tempo de falar parar o japa: "..entra na porra da área e quando o Márcio sair no seu pé, se joga! Mas é pra se jogar mesmo!"

Voltamos para o jogo.

30 segundos depois da orientação, não é que o japa invade a área driblando todo mundo, e não se joga nas pernas do goleiro infernal? Praticamente um duplo twist carpado. Coisa de Deus.

Pênalti.

Como ninguém queria cobrar, peguei a bola, coloquei na marca da tinta e afundei o dedo no meio do gol. 2x1 e a vaga para disputar a final com a outra sala do 2º ano, no dia seguinte. Vibrei demais. Urrava na quadra. O jogo terminou sem muitos problemas e a comemoração foi grande.

Naquele dia, lembrei dos meus amigos que jogaram futebol comigo no antigo colégio. Cheguei em casa, olhei para as medalhas e os troféus que ganhei, lembrei do habilidoso Cacá, do endemoniado Leandro e do mágico Soriano. Do amigo Lhô, do amigo Tunico, do amigo Léo, e do amigo Tonelli. Do elegante Ricardo Penzo, do mala Luiz Gustavo, e do disciplinado Obara. Lembrei também do sempre séri Daniel Mutti, que odiava passe longo no meio, e sempre falava dos carrinhos do goleiro. Chorei sozinho no banho durante uns 20 minutos. "Eles ficariam orgulhosos de mim" pensei.

No outro jogo, protagonizei um quebra pau homérico com um outro jogador do outro time, onde a briga tomou uma proporção enorme, e a arquibancada toda resolver partir para a porrada também. A quadra virou um campo de guerra. Enfim.. os 2 times foram desclassificados e o ano terminou sem vencedor.

Foi, sem dúvida, o melhor campeonato de futebol da minha vida. =)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tha Phase


Já a algum tempo, não tenho uma idéia verdadeiramente original. E isso é algo que me preocupa. As vezes me pergunto se, profissionais da minha área, tem obrigação de ser criativo sempre. Sim, porque eu já não ando sendo tanto. Nem os textos saem mais do jeito saíam. Nem em quantidade, nem em qualidade.

Deve ser uma fase. Deve ser por causa dos últimos acontecimentos por aqui, e dos não-acontecimentos por aí.

É.. deve ser.

Já a algum tempo não leio algo verdadeiramente interessante. Não sei se procuro nos lugares errados, ou se tenho um dedo podre para livros. O fato de eu gostar de ler, parece que ativa uma força universal inversamente contrária à essa predileção, e impede que eu escolha, por mim mesmo, títulos decentes. Aliás, aboli da minha vida literatura estrangeira. De agora em diante só escritores (as) nacionais. E indicados.

Deve ser uma fase. Deve ser por causa dos últimos acontecimentos por aqui, e dos não-acontecimentos por aí.

É.. deve ser.

Já a algum tempo não conheço ninguém interessante. Me lembro que, quando era adolescente, a quantidade de pessoas (desinteressantes, inclusive) novas que eu conhecia por ano, era muito maior do que a de hoje. O mundo mudou tão rápido assim que eu nem percebi? Ou fui eu que achei que o mundo se adaptaria naturalmente ao meu amadurecimento?

Deve ser uma fase. Deve ser por causa dos últimos acontecimentos por aqui, e dos não-acontecimentos por aí.

É.. deve ser.

Já a algum tempo o espelho não reflete mais, o cigarro tem o mesmo gosto, a brisa é quente, o calcanhar dói, os olhos não se abrem fácil, o cabelo não muda, o silêncio é barulhento demais..

Tomara que seja uma fase.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

The Day



Um dia perfeito para MULHERES:



08h15 – Desperta, sem olheiras e recebe beijos e abraços do namorado.
08h30 – Entra no banheiro, sobe na balança e percebe que está 2 quilos mais magra.
08h45 – Café na cama, trazido pelo namorado, com geléia diet, croissant e frutas da estação.
09h30 – Banho de banheira, com sais, fragrâncias exóticas, sabonetes indianos, xampu de amêndoas, etc.
10h30 – Aula de musculação com personal trainner que lembra o Brad Pitt.
11h30 – Tratamento Facial, manicure, pedicure e aromaterapia.
13h00 – Almoço com a melhor amiga para atualizar as fofocas.
13h15 – No restaurante, encontra a mulher do ex-namorado e pensa: ‘Nossa, ela está uma baleia!’. Ri discretamente…
14h30 – Compras no shooping com crédito ilimitado. Volta para casa com sacolas até o pescoço.
16h30 – Em casa, recebe 5 dúzias de rosas, de um admirador secreto.
17h00 – Massagem com aquele massagista que é a cara do Fabio Assunção.
18h00 – Inicia o ritual de escolha da roupa que usará no jantar.
19h00 – Experimenta o oitavo vestido.
20h00 – Jantar romântico, a luz de velas, com o namorado, no melhor restaurante da cidade.
20h30 – No meio do jantar, o garçom traz um colar de US$ 2 mil e diz que é um presente de seu namorado, como prova de amor.
21h00 – Morangos e champagne de sobremesa.
21h30 – Chega em casa, carregada pelo namorado.
22h00 – Faz AMOR. Preliminares duram 1 hora e 25 minutos, com direito a um sexo oral perfeito do namorado.
24h00 – Adormece abraçada ao namorado (de forma que ele nem consegue se mexer).



Um dia perfeito para HOMENS:



08h30 – Acorda com um boquete inesperado da empregada de 19 aninhos.
08h30 – Sexo selvagem com a empregada de 19 aninhos.
08h45 – Cagão no banheiro, lendo o caderno de esportes.
09h00 – Banho
09h10 – Café da manhã com ovos com bacon, Misto quente, e Toddy batido.
10h15 – Futebol no campo oficial do clube. Marca 2 gols.
12h00 – Almoço num rodízio de carnes com os amigos, regado a muita cerveja.
12h15 – Conta para todos na mesa sobre o “bola gato” inesperado recebido pela empregadinha de 19 anos.
12h50 – Depois do creme de papaya, palita os dentes.
13h00 – Chega em casa, deita na espreguiçadeira à beira da piscina para fazer adigestão. Peidos em seqüência para relaxar.
15h00 – Pescaria em barco com tripulação feminina. Todas de Top-Less.
15h15 – Suruba no barco.
17h00 – Volta pra casa, e assiste ao jogo Rondonópolis X São Carlense pela TV. Cochila durante a partida.
19h30 – Pizza e cerveja no bar com os amigos.
19h45 – Conta para os amigos sobre a metelança no barco à tarde.
20h15 – Palita os dentes.
20h30 – Chega em casa. Banho. Mira no ralo e dá uma mijada certeira de 30 segundos.
21h00 – Uisque no sofá da sala enquanto assiste ao SportvNews. Peidos para relaxar.
22h00 – Encontra a namorada.
22h10 – Jantar
22h40 – Deixa a namorada em casa, e liga para aquela amiga gostosona dela.
23h00 – Preliminares com a amiga gostosona da namorada, com direito a dedilhada e boquete, com o carro em movimento.
23h15 – Sexo selvagem. Dá 3 em meia hora.
23h45 – Manda a gostosa ir pra casa. Diz que o ponto de táxi fica a 2 quadras do seu prédio.
23h50 – Relaxa, fumando 1 charuto cubano na banheira de hidromassagem.
24h00 – Deita na cama.
24h02 – Solta 1 peido de 12 segundos. Assustado com o barulho e o cheiro, o cachorro foge do quarto.
24h05 – Ri até adormecer.


O texto não é meu, mas não tive como não postar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

The Music


Música é algo que faz parte da vida de todo ser humano. Na minha não é diferente. Certa vez, ouvi de um conhecido uma definição interessante sobre o tema. Ele dizia que "a música é a prece universal".
Não me considero um profundo entendedor do assunto, não sei tocar nenhum instrumento (sei tocar a nota sol no violão), mas tenho meus insights esporádicos sobre música. Sou fiel a esse tal de roquenrou. Disso não tenho dúvida. Minha formação musical vai de Pink Floyd à Stereophonics, e passa por outras várias bandas e influências. Mas já não sei o que é conhecer um som novo a tanto tempo, que o desinteresse ganhou terreno e tomou conta. Na verdade, minha dedicação e interesse sobre novas bandas, ritmos e músicos, já expiraram a algum tempo. Certamente por isso ainda ouça e goste das mesmas coisas que gostava a 8, 9, 10 anos atrás.

Guns e Oasis ainda são minhas bandas preferidas. Apesar de Oasis não lançar algo realmente bom desde Standing on Sholders. Hoje, só compro cd's do Oasis pra não dizer que não tenho. Mas ainda assim, quando ouço Do You Know What I Mean, ainda toco com força minha air-guitar. Já a relação com Guns é diferente. A banda de Holywood sempre representou tudo que me agradava com relação a Rock n' Roll, em todos os tempos. Nenhuma outra banda me faz vibrar mais.

Ainda fazem parte do meu repertório pessoal, outras esfínges do Rock clássico, e bandas sobreviventes dos terríveis anos 80, nacionais e internacionais. Apesar de ter a plena convicção de que o Rock nacional está em franca decadência.

Se não me engano, a última coisa boa que ouvi e gostei foi Stereophonics. E lá se vão uns 2 anos desde que fui apresentado ao timbre de voz rouco de Kelly Jones. Desde então, a nau do descobrimento musical encalhou nas águas rasas da ociosidade e do desinteresse. Confesso que, as vezes isso me preocupa.

Aí leio a notícia de que Dado Dolabella vai lançar um cd, e que a Lady Gaga é "o mais novo fenômeno da música internacional" e chego a conclusão de que a ignorância é, realmente, uma dádiva.

(Cadê meu cd do Oasis hein..?)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

The Goog Things

Bom é olhar pra trás e concluir que a vida se movimenta sempre pro bem, e que, de um jeito ou de outro, e cedo ou tarde, você cresce e aprende muito com ela. Principalmente quando você olha pra trás sem culpa e quando você já se perdoou pelos erros de outrora.

Bom é sentir-se aliviado pelo ano que passou, e agradecido por não ter sido, nem de longe, igual ao anterior.

Bom é andar pelo bairro do seu colégio, quando adolescente, e observar as mudanças que inevitavelmente aconteceram por lá, mas sempre com aquela sensação de nostalgia e dever cumprido.

Bom é sentar na varanda do quarto do Léo, num dia quante, acender um cigarro e ficar olhando de longe a Serra da Mantiqueira, o prédio do Banespa no centro, a Paulista e toda a baixa Barroca. Fica melhor quando bate uma brisa leve.

Bom é sentir que seu velho amigo está ali, pertinho outra vez. Pronto para te deixar esperando no metrô, para tomar uma cerveja discutindo as relações de amizade, ou para reclamar da fumaça do cigarro. Bom de verdade.

Bom é curtir as pequenas coisas. Sem se importar com as grandes.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

The Hero - I




Nascido na província portuguesa de Santa Fé de Bordeux La Giorno, Gabriel Valier de Borja Gonçalves, condinome El Borja, desde pequeno já dava indícios de que sua vida seria especial.

Filho de uma nobre dama francesa e de um guerrilheiro separatista português, neto de árabes provenientes da antiga Pérsia, e bisneto de índios da tribo Sioux da região do nordeste da América do Norte, o pequeno Gabriel teve uma infãncia difícil mas gratificante. Já cedo, em sua ardente busca pela cultura local, aprendeu a arte da dança de salão, tango, sapateado, folk, jazz e se firmou como um prodígio na arte da sedução e da expressão corporal.

Ainda jovem, ávido pelo conhecimento que o mundo poderia lhe porporcionar, ingressou numa viagem, com seu sábio avô, na boléia de seu caminhão Mercedes Benz, pelo interior da Bahia, onde redescobriu seu "eu interior". Com a influência da cultura Baiana, aprendeu o axé e desde então seus movimentos se tornaram um hipnotizante ritual de graça e beleza. Ainda nessa época, tomou contato com as ervas provenientes de países da América Central e passou a cultivar em sua casa, pequenos pés das mesmas, descobrindo assim, o princípio mágico dos seus superpoderes.

Adolescente, estudou em colégios católicos, o que lhe deu uma espiritualidade apurada, e começou a tomar contato com a responsabilidade familiar e social. Ainda adolescente, iniciou sua vida profissional como barman e, descoberto por um olheiro, acabou convidado parar dar aulas de axé music para jovens talentos. Participou também de trabalhos como modelo, e apareceu em programas de moda e comportamento, deixando seus amigos e familiares sempre orgulhosos e felizes.

Depois do colégio, ingressou na universidade, cogitando uma formação mais específica e qualificada como o curso de medicina ou publicidade, mas acabou optando pelo curso de turismo, numa das maiores faculdades de São Paulo, abandonando o curso logo no 1º ano, pois considerou-o muito fraco para suas pretensões. Numa atitude corajosa, mudou-se parar Santos e iniciou o curso de Comércio Exterior na faculdade da cidade. Curso esse, concluído com relativa facilidade.

Nesse meio tempo, foi selecionado para participar de um reality show, na maior emissora de TV do país, mas sua presença foi negada devido à forças políticas dos seus inluentes inimigos, que sempre torceram parar seu fracasso.

Hoje, apesar das dificuldades de sua vida, o virtuoso El Borja preserva sua identidade de super-herói em defesa da verdade e da justiça, valorizando a força da amizade e lutando contra as forças do mal, sempre representadas por seus arqui-inimigos, o Homem-Milho e Mr. Quindim.

El Borja: coragem e justiça.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

The Incentive


A fim de perder a barriga e adquirir hábitos de vida mais saudáveis, o cidadão se propõe a praticar exercícios como caminhada de segunda à quinta, e jogar 1:30h de futebol de sexta.

Depois de 1 hora andando na praça (7 km para ser mais exato), chego em casa e a mãe solta a pérola: "Comprei pizza pra você. E tem Pepsi na geladeira". Só esqueceu de mencionar o pudim de leite condensado.

Nada como o incentivo da família.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

The Perfection



A mulher perfeita seria doce, meiga e inteligente. Teria um timbre de voz gostoso também. Daqueles que não se enjoa. Teria que gostar de cerveja e comida mexicana. Teria uma pele bem macia e uma bunda redondinha. Um anjo.

Teria olhos verdes. Pra eu poder chamar de “lindos olhos” sempre que ela me desse um sorriso. Seria bissexual. Assim teria experiência nas particularidades e características dos 2 sexos, com relação à relacionamentos amorosos. Isso poupa uma série de dores de cabeça. Bom, nesse item, não posso deixar de citar o beijo na boca. Daqueles que encaixa direitinho.. que tem o tempo certo, na medida certa, com a intensidade certa. Lembrando que isso não dá o direito a ninguém de dar mancadas homéricas ok?

Teria um peito grande. Não gigante, mas grande. Primeiro porque eu adoro peito grande, fato. Depois porque nada melhor do que ter onde pegar. Quem gosta de osso é cachorro. E se eu me lembro bem, o beijo que encaixa direitinho. Conhecimento em italiano é opcional.

Seria morena, com cabelos longos e teria um gênio forte. Sim porque ninguém suporta aquela mosca morta que nunca tem opinião pra nada. Também teria que conseguir ver através de mim e conversar comigo com o olhar. Daria valor às coisas simples, seria guerreira, lutadora e marcaria minha vida pra sempre. Só não pode deixar o orgulho ser maior que o sentimento.

Seria linda de morrer. Vaidosa, com uma coxa grossa, um sorriso largo e toda princesa. Uma flor. Mas não pode ter frescura. Muito menos na hora do sexo. Não precisa ser uma atriz de filme adulto, mas tem que entender que sexo é sexo. Saco.

Seria bem-sucedida profissionalmente. Não para me sustentar, mas para me dar orgulho e me empurrar pra frente.. me incentivar a crescer junto. Se for publicitária também, ótimo.

Ser um pouco mais velha, também ajuda. Não que idade faça a diferença, mas homem já é tonto por natureza, então.. Além do que, conquistar uma mulher mais velha, que não tem a mínima preferência por homens mais novos, faz um bem enorme pro ego.

Eu já tive a mulher perfeita.

Em pedaços.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

The Writer


Porque você não me diz como isso é?

Porque você não me diz como isso realmente é?

Diz, filho da puta.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

The Test


Noto que, a algum tempo, as coisas na minha vida vem passando por uma fase negra. É o festival da ausência, que começou não sei quando, e pelo jeito, não tem data parar acabar. E falta de tudo: um emprego decente, grana, amigos por perto, tolerância e paciência com as pessoas.. mas principalmente: sexo e fôlego.

Sim, porque graças à uma bateria de testes e exames solicitados pela médica (não, não era gostosa..), descobri que dificilmente aguento dar 2 em seqüência. Eis o calvário:

Um teste ergométrico, à primeira vista, parece algo inofensivo e irrelevante. Mas não é. Infelizmente só se descobre isso já dentro da sala de exame, com a funcionária da clínica (essa sim, gostosa..) raspando seus pelinhos do peito com uma gilete, pra colocar 150 eletrodos em você. Considerando que sua forma física de pêra não é lá muito atraente, o constrangimento vai aumentendo de forma exponencial.

Já com o peitoral todo falhado pela magnífica obra da gilete, você percebe que há uma semelhança repentina entre o benjamin atrás da cômoda e você, de tanto fio que sai do seu corpo. Aí começa o inferno propriamente dito. A gostosa da assistente manda você andar calmamente por 5 min. na esteira. Até aí ok, afinal, ir no mercado com a mãe tem lá suas vantagens. Depois dos 5 min. na esteira, ouve-se a frase mágica "..vai aumentar..".

Mais 5 min. em caminhada acelerada. Como quando se vê no shopping, aquela mocinha feia que você já bjou na boca num dia infeliz, e que gamou na sua. O que você faz? Some dali rapidamente, mas sem dar bandeira pra ela não notar sua presença. Pois é... 5 min depois, a frase magica.

Agora é caminhada rápida, como se estivesse segurando o xixi a 25 minutos, e avistasse um banheiro a distância. Esse é o famoso nível 3 do teste, e foi aí que eu comecei a ficar preocupado. Pé, pernas, joelho e articulações doendo; suando em bicas; e preocupado em manter uma moral (?) para a gostosona que monitorava o teste.

Enfim.. a cena foi lamentável. No nível 4, minha semelhança era com um asmático em crise, pingando de suor, e implorando pra mocinha desligar aquela esteira de satanás. Ela, gentilmente, diminuiu a velocidade aos poucos, até a esteira parar. Depois, perguntei se tinha ido tão mal assim..

- "Ontem veio um senhor de 62 anos, com a namoradinha mais nova. Ele foi até o nível 6."

Sorriu e foi embora.

Tá explicado.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

The Chef


Macarrão fusilli com molho à carbonara: R$ 23,00
Strogonoff de carne com arroz branco e batata palha: R$ 19,00
Pastéis sequinhos de queijo com catupiry, carne com queijo e palmito: R$ 21,00

Descobrir que você tem um certo talento pra cozinhar: Não tem preço.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

The Recipe

Um pouco atrasado com relação aos fatos, mas impossível não dar as receitas de momentos que ainda sinto o gosto na boca:

Bem-Casado a la Primo

  • Uma noiva e um noivo radiantes.
  • 6 casais de padrinhos.
  • Um lugar lindo.
  • Uma noite fria.
  • 200 convidados.
  • Um Willie Wonka tocando trompete.
  • Comidinhas sensacionais.
  • Banda e Dj.
  • Bohêmia a vontade.
  • Uma enorme dose de emoção e carinho.

No mesmo recipiente, junte os noivos, os padrinhos e os 200 convidados. Misture bem e acompanhe a cerimônia com toda a emoção do mundo. Cuidado com frases impulsivas e espontâneas, na hora dos juramentos para não desandar tudo. Separe na memória.

Em seguida, adicione o lugar lindo, a noite fria, o Willie Wonka, as comidinhas e as Bohêmias no mesmo recipiente e leve ao forno por aprox. 3 horas, ao som da banda e do dj. Ao final desse período emocione-se a vontade, e guarde na lembrança um dos momentos mais marcantes de todos que ainda estão por vir.

Bem-Casado a la Amigo

  • Uma noiva e um noivo peculiares.
  • 12 casais de padrinhos
  • Um lugar mais do que especial.
  • Uma padre corinthiano hilário.
  • 300 convidados.
  • Amigos de longa data.
  • Um vídeo surpresa de um amigo ausente.
  • A foto do rosto do amigo ausente.
  • Músicas que tocavam na Krypton e no Moinho.
  • Doces e salgados Vai d' Gosto.
  • Emoção do início ao fim.
Misture os noivos, os casais de padrinhos, o lugar especial e os amigos e comece a chorar desde então. Lembre de toda sua adolescência e deixe aquele sentimento tomar conta de você. Até porque não dá para ser diferente. O sabor dessa emoção toda é amenizado quando misturamos o padre corinthiano hilário. Quando tudo já estiver misturado, bolinhas de sabão dão um gostinho especial na receita.

Junte à mistura, os convidados, o rosto do amigo ausente e bata fotos a vontade. Todos vão adorar a idéia. Depois, quando o vídeo da retrospectiva do casal acabar, passe o vídeo do amigo ausente, de surpresa. Isso vai ser inesquecível. Adicione à receita as músicas "poperô" do final da década de 90, os salgadinhos e doces Vai d' Gosto e pronto: você tem um casamento inesquecível para guardar no coração.


As duas receitas servem 2 pessoas. Mas satisfazem centenas. Por anos e anos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Women


Desabafo rápido:

Odeio mulher fresca. Sério. Daquelas que acham tudo um absurdo, ou que se doem por pouca coisa? Nada pior do que uma perua mimada que só come creme de milho batido, com arroz soltinho e só com o caldinho do feijão. Milho é milho, arroz é tudo igual e caldo de feijão é sopa, porra.

E também odeio mulheres que fazem mais doce do que o necessário. Irrita, juro. Amada, você gosta de joguinhos bestas e sem sentido? Compra um tetris! Se você está afim, diga ok? Não há nada de errado nisso. Ninguém vai te achar uma vagabunda, só porque você demonstra interesse em alguém. São outras coisas que definem uma biscate, não isso.

Outra: Se você acha que eu quero te comer alucinadamente, de qualquer jeito, a noite toda, saiba que você não é a última negresco do mercado. Não adianta ficar com essa cara de nojinho e esse ar blasè, porque mulher igual você, tem milhares por aí. É mais básica do que azulejo branco. Você só vai conseguir atrair homens com o mesmo QI que o seu. Bom, esquece.. Isso pode ser um bom negócio. E cuidado pra não se afogar nos eu ego.

Eu posso não ser o que a maioria das mulheres procura, mas também não sou o que a maioria merece.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

The Place


Eu preciso de um lugar em que eu possa fumar meu cigarro em paz, assistindo um jogo de futebol, com uma latinha de cerveja molhando o encosto da poltrona, e o com o cinzeiro quase lotado.

Eu preciso de um lugar onde eu possa fritar um ovo as 11 da noite, só porque me deu vontade de comer pão com ovo.

Eu preciso de um lugar onde eu possa esquecer de levar o lixo pra fora, ou esquecer de trocar o papel higiênico do banheiro, ou esquecer de arrumar meu guarda-roupa. Porque, afinal de contas, quem vai colher os frutos desses esquecimentos sou eu, e somente eu.

Eu preciso de um lugar onde probleminhas sejam probleminhas, e não se transformem e um conflito internacional diplomático-familiar.

Preciso de um lugar onde eu abra a geladeira e só encontre coisas que eu goste. Ainda que em pouca quantidade, mas só coisas que eu goste. Assim, não precisaria mais estocar um kit básico de almoço/janta nos dias em que a mistura é vagem, ou berinjela refogada.

Preciso de um lugar onde ninguém me rotule ou me defina.

Preciso de um lugar meu.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

The Experiences


Algumas experiências vividas por nós, nos dão uma sensação de obrigatoriedade com o mundo. Bom, pelo menos eu me sinto na obrigação de compartilhar algumas que foram vividas por mim, nessas últimas semanas. São elas:

Quando você for a algum casamento, evite pegar mais bem-casados do que seu bolso comporta. Você pode acordar com o interior da sua calça lambuzado de doce de leite, e no final, os docinhos vão parecer que foram pisoteados antes de entrar no seu bolso.

Se você for padrinho/madrinha de um casamento, se conforme: você vai chorar. Faça como todo mortal e leve um lenço no bolso.

Cuidado ao conversar com convidados que você não conhece. Dias mais tarde, você pode descobrir que aquela loirinha interessante é uma biscate bissexual, drogada, barraqueira e que estava na festa de bico, ou seja: chave de cadeia. E nada de trocar telefones. Melhor evitar correr o risco de ser convidado para uma festa gótica.

Nada contra bissexuais, ok?

E nada como esquecer o aniversário do seu melhor amigo, uma vez na vida. Você nunca mais esquece.

Se você for fazer uma trilha até aquela cachoeira maravilhosa, naquela cidadezinha do interior, vá de chinelo, ou tênis. NUNCA descalço. Só parar registrar, nunca é nunca mesmo, ok? O caminho até a cachoeira não é de tatame. A sola do seu pé pode ficar completamente esfolada, e algum inseto gigante pode te picar. Merda.

E lembre-se: não entre na tal trilha, tomando cerveja. Você não está indo comprar cigarro no boteco da esquina. Latinhas na mão, além de te fazer perder o equilíbrio, impedem que você use os 2 braços para matar as mutucas que vão te mastigando no caminho.

Quando você está num bote, em direção a uma queda de 3 metros, remando a favor da correnteza, e acha que as coisas estão ruins, não se preocupe: mais a frente há uma queda de 4 metros. Dá tempo de praticar todas as orações que você sabe. E infelizmente, depois de passar todas as quedas, você não pode entrar na fila e ir de novo.

Evite gritar "eita!" quando a moça gorda do caixa do açouge, virar de costas para você e abaixar para pegar mais sacolinha plática. Ela pode ouvir.

No mais, live and let live.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

The Patience


Atendente: - "Dinheiro ou cartão?"

Clark: - "Cartão da loja."

(Entrego o cartão)

A: - "O Sr. teria o seu cartão?"

C: - "Não tenho. O da minha mãe não serve?"

A: - "Desculpe Sr., mas não é permitido compra com cartão de terceiros."

C - "Terceiros? É minha mãe! Quer meu RG?"

A - " Não será necessário, Sr. De qualquer modo, a assinatura não é a mesma. Infelizmente não posso passar a compra. Procedimento da loja."

C - "Eu sei falsificar a assinatura dela direitinho. Treino desde o colégio. Pode ser?"

A - "Mais um motivo para eu não autorizar a compra."

C - " Ah claro.. hoje de manhã eu dei uma surra na minha mãe, só pra roubar o cartão da Riachuelo e comprar uma bermuda de 20 reais em 5 vezes. Faz sentido."
Fui embora e deixei a merda da bermuda por lá mesmo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

The Day


Um dia, eu vou dispensar a mesma atenção e preocupação que a maioria das pessoas dispensam a mim.

Um dia, eu paro de ouvir os problemas dos outros e começo a escutar só quem me escuta.

Um dia, eu mando pra casa do caralho esse bando de gente que eu insisto em me preocupar, sendo que a recíproca não é verdadeira.

Um dia, eu vou me enxer e começar a falar a mais nua verdade, da forma mais simples possível.

Um dia, eu canso de esperar e apago da memória algumas pessoas que há tempos ocupam um espaço ocioso dentro dela. Assim, quem sabe, o espaço torna-se produtivo.

Um dia, eu sumo e atualizo meu círculo íntimo de amizade para apenas 1 dígito.



Juro.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

The Toast


Essa não é uma história. Mas vale um post.

O tempo sempre passou de uma forma diferente pra mim. Na maioria dos casos, demorou mais para passar. Em alguns outros, passou depressa demais. Hoje, eu sinto saudade das ocasiões em que ele passou muito rápido, e me lamento por quando as coisas aconteceram de forma lenta.

As vezes me dou conta de que vejo a vida das pessoas passar diante dos meus olhos. E sempre com a prerrogativa de não participar ativamente de nenhuma delas. A regra é simples: chego, fico, cumpro meu papel, saio e vejo as coisas acontecerem. Ninguém se mantém na minha. Eu na me mantenho na de ninguém. Sou o rei dos casos efêmeros e das oportunidades provisórias. Já esqueci de como se encanta alguém a um certo tempo. Nunca sou interessante o suficiente para as pessoas que despertam interesse em mim.

Tenho um talento para enxergar as pessoas. Enxerguei uma bem especial esses dias, mas não foi recíproco. Uma pena. As vezes, as pessoas sentem-se sozinhas por pura falta de percepção e sensibilidade. E olha que dessa vez, à primeira vista, possuía todos os predicados. Potencial incrível, sabe? Engano meu. Uma mistura corrosiva de medos, de todos os tipos, já determina o fim dessa história: "Morreu aos 90 anos, solteira. Deixa irmãos e sobrinhos". Se for o caso, depois eu escrevo à lápis, ao lado: "Porque quis".

Sabe como é né.. de lápis, sai mais fácil.

Um brinde aos que passaram e aos que nem chegaram a passar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The Repeat


Devido ao sucesso do último post, concluí que tenho um certo talento para contar histórias.

Sendo assim, decidi contar uma outra passagem bem interessante da vida de um certo protagonista que, em histórias malucas, é um craque.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.