terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Women


Desabafo rápido:

Odeio mulher fresca. Sério. Daquelas que acham tudo um absurdo, ou que se doem por pouca coisa? Nada pior do que uma perua mimada que só come creme de milho batido, com arroz soltinho e só com o caldinho do feijão. Milho é milho, arroz é tudo igual e caldo de feijão é sopa, porra.

E também odeio mulheres que fazem mais doce do que o necessário. Irrita, juro. Amada, você gosta de joguinhos bestas e sem sentido? Compra um tetris! Se você está afim, diga ok? Não há nada de errado nisso. Ninguém vai te achar uma vagabunda, só porque você demonstra interesse em alguém. São outras coisas que definem uma biscate, não isso.

Outra: Se você acha que eu quero te comer alucinadamente, de qualquer jeito, a noite toda, saiba que você não é a última negresco do mercado. Não adianta ficar com essa cara de nojinho e esse ar blasè, porque mulher igual você, tem milhares por aí. É mais básica do que azulejo branco. Você só vai conseguir atrair homens com o mesmo QI que o seu. Bom, esquece.. Isso pode ser um bom negócio. E cuidado pra não se afogar nos eu ego.

Eu posso não ser o que a maioria das mulheres procura, mas também não sou o que a maioria merece.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

The Place


Eu preciso de um lugar em que eu possa fumar meu cigarro em paz, assistindo um jogo de futebol, com uma latinha de cerveja molhando o encosto da poltrona, e o com o cinzeiro quase lotado.

Eu preciso de um lugar onde eu possa fritar um ovo as 11 da noite, só porque me deu vontade de comer pão com ovo.

Eu preciso de um lugar onde eu possa esquecer de levar o lixo pra fora, ou esquecer de trocar o papel higiênico do banheiro, ou esquecer de arrumar meu guarda-roupa. Porque, afinal de contas, quem vai colher os frutos desses esquecimentos sou eu, e somente eu.

Eu preciso de um lugar onde probleminhas sejam probleminhas, e não se transformem e um conflito internacional diplomático-familiar.

Preciso de um lugar onde eu abra a geladeira e só encontre coisas que eu goste. Ainda que em pouca quantidade, mas só coisas que eu goste. Assim, não precisaria mais estocar um kit básico de almoço/janta nos dias em que a mistura é vagem, ou berinjela refogada.

Preciso de um lugar onde ninguém me rotule ou me defina.

Preciso de um lugar meu.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

The Experiences


Algumas experiências vividas por nós, nos dão uma sensação de obrigatoriedade com o mundo. Bom, pelo menos eu me sinto na obrigação de compartilhar algumas que foram vividas por mim, nessas últimas semanas. São elas:

Quando você for a algum casamento, evite pegar mais bem-casados do que seu bolso comporta. Você pode acordar com o interior da sua calça lambuzado de doce de leite, e no final, os docinhos vão parecer que foram pisoteados antes de entrar no seu bolso.

Se você for padrinho/madrinha de um casamento, se conforme: você vai chorar. Faça como todo mortal e leve um lenço no bolso.

Cuidado ao conversar com convidados que você não conhece. Dias mais tarde, você pode descobrir que aquela loirinha interessante é uma biscate bissexual, drogada, barraqueira e que estava na festa de bico, ou seja: chave de cadeia. E nada de trocar telefones. Melhor evitar correr o risco de ser convidado para uma festa gótica.

Nada contra bissexuais, ok?

E nada como esquecer o aniversário do seu melhor amigo, uma vez na vida. Você nunca mais esquece.

Se você for fazer uma trilha até aquela cachoeira maravilhosa, naquela cidadezinha do interior, vá de chinelo, ou tênis. NUNCA descalço. Só parar registrar, nunca é nunca mesmo, ok? O caminho até a cachoeira não é de tatame. A sola do seu pé pode ficar completamente esfolada, e algum inseto gigante pode te picar. Merda.

E lembre-se: não entre na tal trilha, tomando cerveja. Você não está indo comprar cigarro no boteco da esquina. Latinhas na mão, além de te fazer perder o equilíbrio, impedem que você use os 2 braços para matar as mutucas que vão te mastigando no caminho.

Quando você está num bote, em direção a uma queda de 3 metros, remando a favor da correnteza, e acha que as coisas estão ruins, não se preocupe: mais a frente há uma queda de 4 metros. Dá tempo de praticar todas as orações que você sabe. E infelizmente, depois de passar todas as quedas, você não pode entrar na fila e ir de novo.

Evite gritar "eita!" quando a moça gorda do caixa do açouge, virar de costas para você e abaixar para pegar mais sacolinha plática. Ela pode ouvir.

No mais, live and let live.