terça-feira, 23 de junho de 2009

The Problem


Você sabe que está gordo quando:


  • Seus amigos de maior convivência no dia-a-dia começam a te chamar carinhosamente de 'Kibe';
  • Você percebe que, por milagre, só as suas roupas em casa encolheram;
  • Sua mãe pergunta onde você estacionou o caminhão, quando vê seu prato, no almoço;
  • Parece que você tem uma bóia por baixo da camiseta, nas fotos do site da balada do dia anterior;
  • Sua amiga passa a apertar sua barriga frequentemente, e te chamar de fofinho;
  • Seu irmão diz que não quer ficar como você quando tiver a sua idade;
  • Seu amigo gordo, te chama de gordo;
  • Você acha que acabou de passar por um treinamento do BOPE, quando acaba o futebol;
  • Não lembra quando foi a última vez que viu alguma coisa verde no prato;
  • Se pega olhando preço de academia;
  • Descobre que amarrar o tênis e cortar a unha do pé, já foi mais fácil;
  • Sua cunhada pede para você fazer a 'dança da barriguinha'.

domingo, 14 de junho de 2009

The Book


Nesses últimos meses, a idéia parece que resolveu fixar residência definitiva na minha cabeça.

Vou escrever um livro.

Sim, porque plantar uma árvore, eu já plantei quando era criança, na pré-escola. E filho ainda vai demorar, pelo jeito.

Sempre fui bom com as palavras. Me refiro às escritas, pois a falada já me causou estrago suficiente. Não que eu seja um desastre quando abro a boca, mas digamos que, em certas situações, me sairía melhor se tivesse ao alcance da mão, lápis, papel e um tempinho para organizar as idéias. Assim teria evitado mais da metade dos problemas que a impulsividade de atitudes impensadas, e a necessidade de uma resposta imediata, já me causaram.

O problema é o conteúdo, o roteiro, a história (se é que existe uma a ser contada).

De início pensei em escrever um livro de contos. Crônicas de situações específicas que vivenciei com diversas pessoas, nesses anos de vida. Algo semelhante aos clássicos volumes da literatura colegial "Para Gostar de Ler", de Veríssimo, Drummond, Sabino, entre outros. A idéia era, fazer de cada capítulo, uma pequena homenagem, àquelas pessoas que me proporcionaram um história para contar, no futuro. Escrevo, imprimo, encaderno, procuro pessoa por pessoa e digo: "Tó. Acabei de escrever um livro e tem um capítulo especialmente pra você, aí dentro.". Mas não sei se é a melhor opção. Não por falta de ter o que contar, mas pela seletividade de leitores.

Depois pensei em dissertar. Contar uma história criativa, com uma trama bem elaborada e personagens marcantes, colocando meu ponto de vista a serviço da literatura amadora e inexperiente, de um locutor preguiçoso, indisciplinado e inseguro com relação aos textos que produz. Ou seja: outra opção engavetada.

Ao mesmo tempo que tenho tanta coisa, para dizer a tanta gente, não acho meios de combinar as 23 letras que tenho à minha disposição, nas palavras exatas, que se organizem em frases coerentes se fazendo entender, e que consigam atingir seu objetivo.

Alguém tem uma idéia? Qualquer ajuda é bem vinda, ok?

Meu medo é acabar escrevendo títulos de capítulos como "A Anti-Foda Chamada Jorge Wilsterman no Porão do Primo", ou "O Amor Impossível de Um Cigaro de Cravo e Uma Folha de Louro, na Farmácia", ou "O Irmão Grilo de Olho Azul no Interior De Sp".

Deus do céu..