quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

The Soundtrack


Acho que estou ficando velho.

Depois de perceber que minhas músicas preferidas estão, em sua maioria, no Baú da Mix, concluí que seria uma boa hora de rever alguns conceitos. Mas eu não estou nada afim de rever conceito nenhum, então, tanto faz onde minhas músicas preferidas estão. Só quero sentar no sofá, de meia e chinelo, tomar um chá a noite e jogar um buraquinho de vez em quando.

Hunf.

E em homenagem aos bons tempos, divulgo o set-list da minha adolescência. Se eu tivesse morrido aos 18 anos, e minha vida virado um filme, a trilha sonora seria essa:

* Listen To Your Heart (Roxette)
* Spending My Time (Roxette)
* Hole In My Soul (Aerosmith)
* November Rain (Guns n' Roses)
* Patience (Guns n' Roses)
* Always (Bon Jovi)
* Don't Go Away (Oasis)
* Live Forever (Oasis)
* Slide Away (Oasis)
* Mishalle (Andru Donalds)
* Turn My Head (Live)
* You're Meant For Me (Jewel)
* Faroeste Caboclo (Legião Urbana)
* Linger (The Cramberries)
* Iris (Goo Goo Dolls)
* Good Riddance - Time of You Life (Green Day)
* Ironic (Alanis Morrissete)
* Losing My Religion (REM)
* Miss You Love (Silverchair)
* Gone Away (Offspring)

Devo ter esquecido de algumas, mas essas 20 são indispensáveis para um possível Oscar.

E eu garanto: o cd do filme ia vender como água.
Update: * Vida Vazia (Bruno & Marrone)
* Metal Contra as Nuvens (Legião Urbana)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

The Lesson


Como nasce um post?

Primeiro vem a inquietação. Aquela vontade própria que a palavra adquire quando quer sair de qualquer jeito. Sente-se que há a necessidade de se escrever sobre alguma coisa. Qualquer coisa. Acima de tudo quando já se passam dias do último texto e os dedos começam a coçar, loucos para atacar o teclado e registrar mais uma obra de sua autoria.

Depois procura-se um assunto. Que pode ser um qualquer, mas em geral, neste caso, o que permeiam as postagens ainda são as inquietações, pontos-de-vista e notícias de um mundo sem superpoderes.

Assunto descoberto, passamos para a fase da lapidação, que é quando coloco à disposição do teclado, o tempo e a concentração necessárias para se ter um texto suficientemente apresentável. Alguns gostam de rascunho.. eu sempre achei que rascunho limita e molda o pensamento. Formata o texto de um jeito artificial e pré-estabelecido, transformando-o em algo não muito diferente do que um bolo de fubá. Por isso a minha fase de lapidação é mais direta. Sem rascunhos. Escrevi, está escrito. Assim a idéia fica original, exatamente do jeito que ela saiu do pensamento e virou verbo. Acho mais honesto.

É na fase de lapidação que define-se também o estilo do texto. Dependendo do humor e do estado de espírito do autor, as linhas são mais ou menos eruditas. O tom do texto também é dado na hora, e caminha de mãos dadas com o assunto escolhido inicialmente. Geralmente o tom do texto (melancólico, bem-humorado, irritadiço..) é a cópia fiel do estado emocional, naquele momento, de quem escreve. Por isso acho a ausência de rascunho, fundamental.

É importante dizer também que alguns fatores agem como obstáculos para quem escreve uma postagem em um blog. O Messenger por exemplo, é um inimigo poderoso. Nos interrompe o pensamento a cada 19 segundos, em média, com uma janela laranja piscando incessantemente. Isso sem falar no fator externo: contratempos que atrasam a escrita como curiosos com um pescoço sempre disponível para verificar o conteúdo do seu monitor. Esse, particularmente, é o que mais me irrita. Por essas e outras que o escritor de blog também é um atleta com um nível de concentração de alto rendimento.

Ao final, para ter certeza que um post foi criado, é necessário observar algumas coisas. Se a inquietação deu lugar à uma sensação agradável de bem estar e dever cumprido, há grandes chances da postagem estar pronta. Do mesmo modo, é importante passar os olhos novamente no texto e fazer uma leitura rápida para corrigir eventuais erros de digitação e gramaticais, coisa que deixa qualquer perfeccionista neurótico com ortografia, maluco.

Por último, se escolhe um título para o texto. Sim, porque texto sem título é como pessoa sem nome ou música sem nome. Geralmente essa é a hora de ser poético.. criativo, até porque a escolha de um bom título pode fazer toda a diferença no conjunto da obra. Então tomamos a liberdade de ousar. Procuramos algo que faça uma ligação entre o que foi escrito e uma frase de efeito impactante ou resumimos todo o conteúdo do texto em duas ou três palavras. De qualquer jeito, é um exercício de síntese.

E pronto. Nasceu mais um texto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

The Old Language



Como é triste a obrigação do "ser".

Mais que isso: como é triste não ser nada. Não ter pelo que lutar, não pertencer a nenhum movimento cultural significativo, não possuir conhecimento de nenhum aspecto político atual, não conseguir absorver nem registrar nenhuma informação útil e relevante, entre outras coisas que a minha geração não consegue realizar. E não ser nada, numa época em que você pode ser o que você quiser, é lamentável. Mas na verdade é isso que somos: tudo e nada.

Tudo, porque nunca na história da humanidade uma geração teve tanto acesso a tecnologia, informação e conhecimento, como nos dias de hoje. A quantidade de coisas a se fazer, a se realizar, construir, conhecer, transformar e criar, são infinitamente maiores hoje do que eram nos tempos dos meus pais. As possibilidades se multiplicaram em razão aritmética em cerca de 20 ou 30 anos, e alcançaram um nível sem precedentes. Hoje compartilho o orgulho e a vergonha de fazer parte da geração mais bem preparada de todos os tempos. E da que menos utiliza os recursos que tem a disposição.

Por isso o nada. Nada, porque somos bombardeados com informações a todo momento, por todos os lados, de todos os jeitos e não conseguimos (como já dito acima) absorver e assimilar 10% do que nos é apresentado. junto com isso, a cobrança que parte do todos os segmentos da sociedade nos torna inseguros, medrosos e arrisco a dizer que nos deixa burros e sem personalidade. Vimos o surgimento e a consolidação do gigante Google, mandamos cartas por e-mail, nosso telefone portátil paga conta de luz, nossa culinária é baseada no microondas.. temos tudo. Só não temos o que nos torna humanos: "razão de ser".

Na verdade, triste mesmo é ver pipocar ao seu redor, "tribos" urbanas que não tem a menor e a mais miserável "razão de ser". Gente que não acrescenta nada, não tem ambição, nem conteúdo, se comporta de maneira agressiva e chocante, usa um dialeto próprio incompreensível, e atrasa o desenvolvimento e a construção de uma sociedade mas justa, honesta e decente. Dúvidas? Vejamos: a juventude de hoje é composta de:

* 60% de gente que trabalha e dá duro para ajudar no sustento da família, que não teve oportunidade de estudo, tem poucos recursos financeiros e vive à margem da sociedade.
* 30% de um pessoal (em geral) de classe média/alta, apolítico, ignorante alienado, arruaceiro, vagabundo, fútil, materialista, e mal-acostumado.
* 10% de gente que, ciente do cenário atual, das suas responsabilidades e dos recursos à disposição, tenta fazer a diferença numa sociedade que herdou a sujeira e a podridão da geração anterior.

A porcentagem e as características variam de acordo com o ponto de vista de cada um, mas não fogem muito disso.

A verdade é que não temos pelo que lutar, nem temos pelo quê fazer barulho. Nos acomodamos na frente da porcaria de um computador, o ópio contemporâneo. É lamentável que eu me sinta um privilegiado porque conheço a gramática da língua portuguesa, e a emprego de maneira correta. Aliás, alguns dos vários árbitros do bom-senso que esse país possui, resolveram modificar diversas regras gramaticais que eu, como bom aluno que fui nas aulas da professora Regina Célia, custei a aprender.

Tá aí. Agora tenho pelo que brigar! Continuarei a escrever da maneira como me ensinaram!

E viva a revolução!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

The Friend


Aniversário de amigo é sempre uma data importante. Ainda mais quando esse simboliza a 1ª lembrança dessa expressão: "amigo". Sim, porque amizade é uma expressão. Expressão de tudo que se pode ter, ser e sentir voluntariamente, em conjunto.

Amigos são a família que nós escolhemos.

E hoje é o dia do Putão. Do Fu. Do Tó, do Oreia, do Tinoco, do Antônio.. do Tunico. E seria bobagem tentar dizer as coisas que eu desejo para ele nesse dia e em todos os demais dias do ano. Bobagem, pois eu acho desnecessário, já que os quase 20 anos de amizade falam por si só. Aí me veio à cabeça: Por que cria-se tanta empatia com uma pessoa? Vejamos:

* Porque ele é a única pessoa que eu conheço que não mente. Sobre nada.
* Porque quem vê, pensa que é facinho ser honesto, decente, responsável, divertido, leal, companheiro, educado e emocionalmente inteligente e sensitivo.
* Porque ele me dá bom-bom (eu sou do tempo que "bom-bom" tinha hífen, então foda-se a nova gramática) de licor de graça desde 1991.
* Porque foi na casa dele que surgiu o "Tega".
* Porque ele foi meu 1º amigo.
* Porque ele só caga sem camiseta.
* Porque ele é o único que manda um Julio sensacional.

E por mais coisas que, de 20 em 20 anos de amizade, aprende-se a gostar e a admirar.

Parabéns, amigo, por mais um ano de vida.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

The True


Sobre mulheres Mal-Amadas

Mulheres mal-amadas sempre foram uma pedra no sapato de todo mundo. Uma pedra no sapato das bem resolvidas, das amadas, dos amigos, dos inimigos, da família, dos colegas de trabalho e dos homens.

Nunca reconheci uma mulher mal-amada de longe. Não tenho esse faro, confesso. Mas de perto eu conheço todos os traços: o olhar, a maneira como age, alguns atos deseperados, o sorriso mais que amarelo, as perguntas nada discretas.

Mulheres mal-amadas são facilmente desmascaradas. Sim, porque elas sempre tentam se passar por zen, por bem resolvidas, vestindo uma carapuça que elas mesmas, sem perceber, deixam cair. Mulheres mal-amadas cavam a própria cova. Quando você se descobre vítima de uma mulher assim, você fica se fazendo um milhão de perguntas. É nessas horas que tenho dó dos homens que têm que aturar uma mulher mal-amada, as nóias e as mentiras que elas inventam.

Eu não tenho namorado. Estou solteira. Mas eu não sou e nunca fui mal-amada. Todos os meus ex-namorados, ex-ficantes, ex-amantes (força de expressão... que fique bem claro que eu tenho pavor a homens comprometidos) gostam de mim, me conhecem muito bem, ainda têm minha amizade e consideração totalmente recíprocas - a exceção de um, mas isso não vem ao caso até porque é antigo demais. Mas eu dou a maior força pra todos eles, pra que sejam felizes com outras. Sou fidelíssima ao ditado que diz: "não faça com os outros o que não quer que façam com você".

Mulheres mal-amadas não agem assim. Pelo contrário, elas agem feito verdadeiros diabinhos ou até pior. Fazem de um tudo pra prejudicar os felizes. Uma mulher com orgulho ferido é um perigo, é uma bomba relógio. Elas fazem um mudo falar, um surdo ouvir, põem palavras na sua boca, inventam conversas que nunca aconteceram, lhe colocam em situações que nunca existiram. Jogo sujo é com elas. É uma situação penosa. E eu costumo dizer que não há sentimento pior que pena... nem a raiva, nem a solidão, nem a tristeza.

Uma pena também não existir psicologia que explique, muito menos manicômio que trate o mal de ser uma mal-amada.

Texto da Piauiense Mariana Arraes em 20/09/05. Uma terça-feira.

Sem mais por hoje e, sobre esse assunto, por nunca mais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

The Seven Things


Feliz 2009 pra quem costuma perder de 5 a 7 minutos nesse blog nonsense, lendo uma quantidade excessiva de absurdos. E que ainda me elogia por isso.

Outro post em homenagem ao Chico. Apesar deste não ser emprestado: me foi sugerido, e eu resolvi (like always) aceitar a sugestão. Aliás, se "sugestionador" fosse uma profissão, conheço gente que ia enriquecer rápido.

7 coisas que você não sabe sobre mim.

1) Eu tenho verdadeiro asco de Fanta Uva.

2) Faço questão de tratar bem todo cobrador ou cobradora de pedágio. Tratar bem inclui conversar, contar piada, desenvolver um papo bacana e ser o mais agradável possível com a pessoa. Coisa de quem já trabalhou no caixa das Lojas Americanas.

3) Eu não como coração de galinha em churrasco, porque eu tenho dó da galinha. O resto eu como.

4) Meu 1º beijo foi na minha 1ª namorada. E foi Ótimo.

5) Já ganhei a prova dos 100 metros rasos, em um competição escolar. Tinha 18 anos.

6) Só uso tênis branco. Tenho um cinza, perdido em algum canto da sapateira, que eu raramente coloco no pé.

7) Eu adoro passar fio dental. Adoro mesmo. É tipo um video-game pra mim.