segunda-feira, 17 de agosto de 2009

The Toast


Essa não é uma história. Mas vale um post.

O tempo sempre passou de uma forma diferente pra mim. Na maioria dos casos, demorou mais para passar. Em alguns outros, passou depressa demais. Hoje, eu sinto saudade das ocasiões em que ele passou muito rápido, e me lamento por quando as coisas aconteceram de forma lenta.

As vezes me dou conta de que vejo a vida das pessoas passar diante dos meus olhos. E sempre com a prerrogativa de não participar ativamente de nenhuma delas. A regra é simples: chego, fico, cumpro meu papel, saio e vejo as coisas acontecerem. Ninguém se mantém na minha. Eu na me mantenho na de ninguém. Sou o rei dos casos efêmeros e das oportunidades provisórias. Já esqueci de como se encanta alguém a um certo tempo. Nunca sou interessante o suficiente para as pessoas que despertam interesse em mim.

Tenho um talento para enxergar as pessoas. Enxerguei uma bem especial esses dias, mas não foi recíproco. Uma pena. As vezes, as pessoas sentem-se sozinhas por pura falta de percepção e sensibilidade. E olha que dessa vez, à primeira vista, possuía todos os predicados. Potencial incrível, sabe? Engano meu. Uma mistura corrosiva de medos, de todos os tipos, já determina o fim dessa história: "Morreu aos 90 anos, solteira. Deixa irmãos e sobrinhos". Se for o caso, depois eu escrevo à lápis, ao lado: "Porque quis".

Sabe como é né.. de lápis, sai mais fácil.

Um brinde aos que passaram e aos que nem chegaram a passar.

3 comentários:

Hélio Bertachini disse...

Hehehe. Vc sabe mesmo ler as pessoas. Um pena q alguem nao parou pra ler voce. Uma pena... pra ela.

Luciana. disse...

Ler...ler as pessoas todos sabem, o problema está nos pontos e vírgulas, ans mensagem subliminares e interpretação do texto....;)

Mah Moranguinha disse...

E se tudo fosse escrito a lápis?