domingo, 14 de junho de 2009

The Book


Nesses últimos meses, a idéia parece que resolveu fixar residência definitiva na minha cabeça.

Vou escrever um livro.

Sim, porque plantar uma árvore, eu já plantei quando era criança, na pré-escola. E filho ainda vai demorar, pelo jeito.

Sempre fui bom com as palavras. Me refiro às escritas, pois a falada já me causou estrago suficiente. Não que eu seja um desastre quando abro a boca, mas digamos que, em certas situações, me sairía melhor se tivesse ao alcance da mão, lápis, papel e um tempinho para organizar as idéias. Assim teria evitado mais da metade dos problemas que a impulsividade de atitudes impensadas, e a necessidade de uma resposta imediata, já me causaram.

O problema é o conteúdo, o roteiro, a história (se é que existe uma a ser contada).

De início pensei em escrever um livro de contos. Crônicas de situações específicas que vivenciei com diversas pessoas, nesses anos de vida. Algo semelhante aos clássicos volumes da literatura colegial "Para Gostar de Ler", de Veríssimo, Drummond, Sabino, entre outros. A idéia era, fazer de cada capítulo, uma pequena homenagem, àquelas pessoas que me proporcionaram um história para contar, no futuro. Escrevo, imprimo, encaderno, procuro pessoa por pessoa e digo: "Tó. Acabei de escrever um livro e tem um capítulo especialmente pra você, aí dentro.". Mas não sei se é a melhor opção. Não por falta de ter o que contar, mas pela seletividade de leitores.

Depois pensei em dissertar. Contar uma história criativa, com uma trama bem elaborada e personagens marcantes, colocando meu ponto de vista a serviço da literatura amadora e inexperiente, de um locutor preguiçoso, indisciplinado e inseguro com relação aos textos que produz. Ou seja: outra opção engavetada.

Ao mesmo tempo que tenho tanta coisa, para dizer a tanta gente, não acho meios de combinar as 23 letras que tenho à minha disposição, nas palavras exatas, que se organizem em frases coerentes se fazendo entender, e que consigam atingir seu objetivo.

Alguém tem uma idéia? Qualquer ajuda é bem vinda, ok?

Meu medo é acabar escrevendo títulos de capítulos como "A Anti-Foda Chamada Jorge Wilsterman no Porão do Primo", ou "O Amor Impossível de Um Cigaro de Cravo e Uma Folha de Louro, na Farmácia", ou "O Irmão Grilo de Olho Azul no Interior De Sp".

Deus do céu..

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Tha Past



Carnaval de 1998. Baile no clube de campo da cidade. Eu tinha 15 anos e estava, naquela ocasião, com um cabelo amarelo. Magrelo, cabeçudo.. e quando alcoolizado, lembrava bastante uma lagartixa com convulsão, na pista de dança.

Não era tão tarde. O baile devia estar no auge e a banda tocava os maiores sucessos do axé music, da época. Nossa turma era de cerca de umas 30 pessoas. Isso sem contar os conhecidos, que não eram necessariamente da turma. Aí o número passava de 50, fácil.

E eu.. bêbado. Fora do corpo.

Vale lembrar que, na época, eu com 15 anos não possuía a menor resistência qto. ao álcool. Algumas latinhas eram suficientes para fazer um estrago completo no meu organismo.

Eis que, de repente, a vocalista da banda propõe um concurso para eleger a pessoa que melhor respresentasse o espírito da "Loira do Tchan", no palco..

Eu não lembro como eu subi, mas em menos de 15 segundos eu estava ao lado da vocalista,o que deixou o resto da turma, claro, pasmo. O que se seguiu foi um misto de perplexidade com crises incontroláveis de riso.

Junto comigo, estavam mais 2 homens que, digamos, levavam muito mais jeito para a dança do que eu. Afinal, nunca passou pela minha cabeça comprar um cd do "É o Tchan". Mesmo bêbado. Por isso, durante os 10 minutos em que os 3 dançaram em cima do palco, se tornou um acontecimento sem precedentes.

Meus passos de dança se resumiam a balançar o eixo do meu corpo de um lado pro outro, como um pêndulo fora de compasso. Ao memso tempo, reuni criatividade suficiente parar fazer movimentos circulares com as mãos na altura da orelha. De vez em quando, arriscava o famoso e infalível "1 pra lá -1 pra cá", deixando os braços soltos para encerar um vidro imaginário que separava, naquele momento, o palco, do público.

É desnecessário dizer que os outros 2 concorrentes executaram perfeitamente a coreografia da música, dando uma verdadeira aula de axé naquele momento.

Ao final da música, a vocalista perguntou ao público qual dos 3 dançarinos, deveria ganhar a disputa. O público foi unânime: fui ovacionado de maneira absoluta por todos os presentes. A vocalista, incrédula, se rendeu ao clamor popular e me anunciou como o vencedor. Ganhei uma camiseta com o nome da banda e fama instantânea, o que pra mim era tudo. É, sem dúvida, uma das coisas que eu jamais vou esquecer. Aliás, aquele carnaval ainda me reservaria muitas situações inesquecíveis.

Hoje, 11 anos depois, ainda me pego recorrendo ao passado quando alguma dificuldade ou situação adversa cruza meu caminho. E não considero isso vergonha nenhuma. Apesar de curto, eu tive até aqui um ótimo passado. Espero que, daqui 11 anos, eu possa ser capaz de recorrer aos dias de hoje quando algo não estiver bem.

E eu ainda tenho a camiseta.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

The Taste


Bom tempo sem escrever. Isso quer dizer que: ou anda acontecendo muita coisa, ou não anda acontecendo nada de relevante na vidinha simples e rotineira do jornalista-herói aqui. Pra quem tem um conhecimento básico no assunto, não fica difícil de saber qual das duas opções é a mais adequada.

Se bem que, quando as coisas acontecem, elas resolvem surgir de uma vez. E depois há aquele longo período de ócio e mesmice. Como num gráfico de monitor de batimento cardíaco.

Esse fim de semana foi assim.

E deu para aprender algumas coisas:
  • Um resfriado pode ser uma gripe forte, que pode ser também uma sinusite.
  • Jogos de estratégia para Playstation2 são mais viciantes que ovo de páscoa Prestígio. Os dois juntos então..
  • Assitir Rocky nunca é demais. Seja qual deles for.
  • Alguns times pipocam na hora H. Outros não. Você só precisa ter a sorte (e o bom-senso) de torcer para o que não pipoca.
  • Algumas pessoas gostam mais de Underpressure do que de Crazy Little Thing Call Love.
  • A melhor parte da balada é quando o tempo pára.
  • Pessoas imprevisíveis nunca param de surpreender. E é sempre coisa boa.
  • Eu sou um cara à parte.
Só não consegui aprender ainda a lidar com aquele gosto que fica na boca da gente, depois de uma experiência inesquecível.

segunda-feira, 30 de março de 2009

The Importance (Of Being Idle)



Oasis é uma das minhas bandas preferidas. Gosto do rock britânico simples e metódico que eles produzem, desde os meus 15 anos. Isso inclui 7 cd´s dos caras na minha coleção.

Uma das músicas último disco, leva o nome de "The Importance of Being Idle". Traduzindo, é algo com " A Importância de ser Vagal". Qualquer semelhança do nome da música com meus 18 ou 19 anos, é mera coincidência. O fato é que o título me chama atenção. Em algum momento, e por alguma razão, Noel Gallagher escreveu uma letra especialmente para se definir a importância de "ser" alguma coisa. E é aí que a coisa realmente me incomoda.

Alguém tem noção de que um telefonema, no meio da tarde, pode salvar o dia de uma pessoa extremamente importante na sua vida? Alguém tem idéia do bem que faz almoçar com um amigo, de surpresa, receber um abraço e ouvir: "O que você tem? Por que essa cara?" Alguém sabe o poder que existe na demonstração de preocupação em saber se tudo vai bem, ou mal, por parte de uma pessoa querida?

Alguém por acaso conhece algo mais importante numa relação, seja ela qual for, do que algo chamado lealdade? Será que alguém não consegue separar 15 minutos da sua semana pra exercitar a paciência e a compreensão e simplesmente ouvir o que alguém tem a dizer?

Ninguém mais sabe reconhecer a importância de ser amigo, primo, irmão, marido, namorado? De ser decente, ético, honesto, esforçado, paciente, cauteloso, bem-humorado? Que porcaria de retorno essas pessoas esperam ter da vida, da sociedade, do seu círculo de (peudo) amizade? Sim, porque ser excessão é legal, mas vem com o ônus de viver em meio à regra.

E só pra constar: a música é uma das piores do cd.

domingo, 22 de março de 2009

The Death


Um mundo sem superpoderes, as vezes nos remete à monotonia e/ou ao desânimo natural que o "paulistano way of life" nos proporciona semanalmente. Principalmente no meu caso. Isso faz com que blogs sejam ligeiramente abandonados, amigos sejam pseudo-esquecidos, atividades esportivas, sejam banidas do cotidiano, entre outras coisas.

É verdade que, nessas últimas semanas, o mundo não esteve tão sem superpoderes assim. Pelo menos não o suficiente para a ausência total de assuntos que as palavras, combinadas de forma ideal, proporcinam. E entre eles, um em especial me fez lembrar de 3 frases que me acompanham sempre: a morte.

A primeira é de uma pessoa que eu não sei definir o que é na minha vida, ao certo. Talvez um dia, eu venha a saber. O fato é que a frase me marcou, porque poderia ter muito bem, saído da minha boca.

A outra saiu sem querer, numa conversa, na cozinha entre Johnatan Kent, Martha Kent e o Clark aqui, num momento não tão alegre.

E a terceira é a que eu mais gosto. Me serve como filosofia de vida, me acompanha e vai me acompanhar sempre. Como eu costumo dizer, nada nunca foi tão bonito.

"Juro.. se você morrer, eu não sei o que faço."

"A morte existe sim. Pra quem fica."

- "E se eu morrer?"
- "Uma parte de mim morre junto."
- "Não. Uma parte de mim é que continua viva em você."

Não consegui achar um final para esse post. Na verdade.. consegui sim. Vou terminar com outra fase.. uma que eu acabei de ler. Aliás, é do mesmo autor da 3ª frase ali de cima:

"Deixa sem final. A naum ser q vc ache q a morte eh o fim de algo.... se naum eh o fim, pq o post tem q terminar?"

segunda-feira, 9 de março de 2009

The Euphoria


Euphoria pode se referir à:

Em
computação:
Euphoria, uma linguagem de programação interpretada de alto nível; euphoria, um motor de jogo da NaturalMotion;
Euphoria, um plugin XMMS
produzido com Enlightenment Foundation Libraries.

Em entretenimento:
Euphoria, um
filme dirigido por Brad Armstrong;
Euphoria, uma
banda americana de música psicodélica;
Euphoric, um
álbum da banda canadense Delerium, de 1999.

Na psicologia:
Euforia: estado emocional de excitação plena.




No Futebol: um gol.

segunda-feira, 2 de março de 2009

The Police



Ser abordado pela polícia, nunca é uma experiência muito agradável. Principalmente quando você já sabe o que aquele PM está procurando com tanto afinco, dentro do carro que você está. Infelizmente, o que o PM não sabe é que você é internacionalmente conhecido como "o cara que odeia maconha". Isso sem contar com a deprimente e constrangedora cena do digníssimo oficial apontando uma pistola automática para o sua caixa toráxica e mandando você sair do carro com a mão na cabeça.

Como se eu tivesse sido eleito o bandido do ano pela Forbes.

Apesar disso, nada supera as perguntas nonsenses e cretinas que você é obrigado a escutar. Mas como já diz a sabedoria popular do meu irmão: se fosse inteligente, não era policial. Segue abaixo uma palhinha das pérolas de uma batida policial rotineira (e as, igualmente brilhantes, respostas que eu morri de vontade de dar):

- Tem algum problema com a polícia?
Tenho. Odeio esse tom cinza do uniforme.

- Usa alguma droga?
Todas. Juntas.

- Não usa nada? Humm.. Maconha de vez em quando só?
Opaaa.. é nóiz ! Tem um do bom aí?

- Armas ou drogas dentro do veículo?
Só um fuzil no fundo falso, debaixo do banco e a glock no porta luva.

- Você trabalha com o que?
Vendo drogas na porta de escolas.

- Tá indo pra onde?
Pra sua casa, encoxar sua mulher na pia. Posso?

- Esse RG é seu?
Não. Do meu clone.

- E o outro carro da frente? Vocês estão juntos.
Depende. Deu alguma merda com eles?

No final ainda levaram o chiclete que estava no console.

É mole?