segunda-feira, 12 de outubro de 2009

The Chef


Macarrão fusilli com molho à carbonara: R$ 23,00
Strogonoff de carne com arroz branco e batata palha: R$ 19,00
Pastéis sequinhos de queijo com catupiry, carne com queijo e palmito: R$ 21,00

Descobrir que você tem um certo talento pra cozinhar: Não tem preço.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

The Recipe

Um pouco atrasado com relação aos fatos, mas impossível não dar as receitas de momentos que ainda sinto o gosto na boca:

Bem-Casado a la Primo

  • Uma noiva e um noivo radiantes.
  • 6 casais de padrinhos.
  • Um lugar lindo.
  • Uma noite fria.
  • 200 convidados.
  • Um Willie Wonka tocando trompete.
  • Comidinhas sensacionais.
  • Banda e Dj.
  • Bohêmia a vontade.
  • Uma enorme dose de emoção e carinho.

No mesmo recipiente, junte os noivos, os padrinhos e os 200 convidados. Misture bem e acompanhe a cerimônia com toda a emoção do mundo. Cuidado com frases impulsivas e espontâneas, na hora dos juramentos para não desandar tudo. Separe na memória.

Em seguida, adicione o lugar lindo, a noite fria, o Willie Wonka, as comidinhas e as Bohêmias no mesmo recipiente e leve ao forno por aprox. 3 horas, ao som da banda e do dj. Ao final desse período emocione-se a vontade, e guarde na lembrança um dos momentos mais marcantes de todos que ainda estão por vir.

Bem-Casado a la Amigo

  • Uma noiva e um noivo peculiares.
  • 12 casais de padrinhos
  • Um lugar mais do que especial.
  • Uma padre corinthiano hilário.
  • 300 convidados.
  • Amigos de longa data.
  • Um vídeo surpresa de um amigo ausente.
  • A foto do rosto do amigo ausente.
  • Músicas que tocavam na Krypton e no Moinho.
  • Doces e salgados Vai d' Gosto.
  • Emoção do início ao fim.
Misture os noivos, os casais de padrinhos, o lugar especial e os amigos e comece a chorar desde então. Lembre de toda sua adolescência e deixe aquele sentimento tomar conta de você. Até porque não dá para ser diferente. O sabor dessa emoção toda é amenizado quando misturamos o padre corinthiano hilário. Quando tudo já estiver misturado, bolinhas de sabão dão um gostinho especial na receita.

Junte à mistura, os convidados, o rosto do amigo ausente e bata fotos a vontade. Todos vão adorar a idéia. Depois, quando o vídeo da retrospectiva do casal acabar, passe o vídeo do amigo ausente, de surpresa. Isso vai ser inesquecível. Adicione à receita as músicas "poperô" do final da década de 90, os salgadinhos e doces Vai d' Gosto e pronto: você tem um casamento inesquecível para guardar no coração.


As duas receitas servem 2 pessoas. Mas satisfazem centenas. Por anos e anos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Women


Desabafo rápido:

Odeio mulher fresca. Sério. Daquelas que acham tudo um absurdo, ou que se doem por pouca coisa? Nada pior do que uma perua mimada que só come creme de milho batido, com arroz soltinho e só com o caldinho do feijão. Milho é milho, arroz é tudo igual e caldo de feijão é sopa, porra.

E também odeio mulheres que fazem mais doce do que o necessário. Irrita, juro. Amada, você gosta de joguinhos bestas e sem sentido? Compra um tetris! Se você está afim, diga ok? Não há nada de errado nisso. Ninguém vai te achar uma vagabunda, só porque você demonstra interesse em alguém. São outras coisas que definem uma biscate, não isso.

Outra: Se você acha que eu quero te comer alucinadamente, de qualquer jeito, a noite toda, saiba que você não é a última negresco do mercado. Não adianta ficar com essa cara de nojinho e esse ar blasè, porque mulher igual você, tem milhares por aí. É mais básica do que azulejo branco. Você só vai conseguir atrair homens com o mesmo QI que o seu. Bom, esquece.. Isso pode ser um bom negócio. E cuidado pra não se afogar nos eu ego.

Eu posso não ser o que a maioria das mulheres procura, mas também não sou o que a maioria merece.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

The Place


Eu preciso de um lugar em que eu possa fumar meu cigarro em paz, assistindo um jogo de futebol, com uma latinha de cerveja molhando o encosto da poltrona, e o com o cinzeiro quase lotado.

Eu preciso de um lugar onde eu possa fritar um ovo as 11 da noite, só porque me deu vontade de comer pão com ovo.

Eu preciso de um lugar onde eu possa esquecer de levar o lixo pra fora, ou esquecer de trocar o papel higiênico do banheiro, ou esquecer de arrumar meu guarda-roupa. Porque, afinal de contas, quem vai colher os frutos desses esquecimentos sou eu, e somente eu.

Eu preciso de um lugar onde probleminhas sejam probleminhas, e não se transformem e um conflito internacional diplomático-familiar.

Preciso de um lugar onde eu abra a geladeira e só encontre coisas que eu goste. Ainda que em pouca quantidade, mas só coisas que eu goste. Assim, não precisaria mais estocar um kit básico de almoço/janta nos dias em que a mistura é vagem, ou berinjela refogada.

Preciso de um lugar onde ninguém me rotule ou me defina.

Preciso de um lugar meu.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

The Experiences


Algumas experiências vividas por nós, nos dão uma sensação de obrigatoriedade com o mundo. Bom, pelo menos eu me sinto na obrigação de compartilhar algumas que foram vividas por mim, nessas últimas semanas. São elas:

Quando você for a algum casamento, evite pegar mais bem-casados do que seu bolso comporta. Você pode acordar com o interior da sua calça lambuzado de doce de leite, e no final, os docinhos vão parecer que foram pisoteados antes de entrar no seu bolso.

Se você for padrinho/madrinha de um casamento, se conforme: você vai chorar. Faça como todo mortal e leve um lenço no bolso.

Cuidado ao conversar com convidados que você não conhece. Dias mais tarde, você pode descobrir que aquela loirinha interessante é uma biscate bissexual, drogada, barraqueira e que estava na festa de bico, ou seja: chave de cadeia. E nada de trocar telefones. Melhor evitar correr o risco de ser convidado para uma festa gótica.

Nada contra bissexuais, ok?

E nada como esquecer o aniversário do seu melhor amigo, uma vez na vida. Você nunca mais esquece.

Se você for fazer uma trilha até aquela cachoeira maravilhosa, naquela cidadezinha do interior, vá de chinelo, ou tênis. NUNCA descalço. Só parar registrar, nunca é nunca mesmo, ok? O caminho até a cachoeira não é de tatame. A sola do seu pé pode ficar completamente esfolada, e algum inseto gigante pode te picar. Merda.

E lembre-se: não entre na tal trilha, tomando cerveja. Você não está indo comprar cigarro no boteco da esquina. Latinhas na mão, além de te fazer perder o equilíbrio, impedem que você use os 2 braços para matar as mutucas que vão te mastigando no caminho.

Quando você está num bote, em direção a uma queda de 3 metros, remando a favor da correnteza, e acha que as coisas estão ruins, não se preocupe: mais a frente há uma queda de 4 metros. Dá tempo de praticar todas as orações que você sabe. E infelizmente, depois de passar todas as quedas, você não pode entrar na fila e ir de novo.

Evite gritar "eita!" quando a moça gorda do caixa do açouge, virar de costas para você e abaixar para pegar mais sacolinha plática. Ela pode ouvir.

No mais, live and let live.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

The Patience


Atendente: - "Dinheiro ou cartão?"

Clark: - "Cartão da loja."

(Entrego o cartão)

A: - "O Sr. teria o seu cartão?"

C: - "Não tenho. O da minha mãe não serve?"

A: - "Desculpe Sr., mas não é permitido compra com cartão de terceiros."

C - "Terceiros? É minha mãe! Quer meu RG?"

A - " Não será necessário, Sr. De qualquer modo, a assinatura não é a mesma. Infelizmente não posso passar a compra. Procedimento da loja."

C - "Eu sei falsificar a assinatura dela direitinho. Treino desde o colégio. Pode ser?"

A - "Mais um motivo para eu não autorizar a compra."

C - " Ah claro.. hoje de manhã eu dei uma surra na minha mãe, só pra roubar o cartão da Riachuelo e comprar uma bermuda de 20 reais em 5 vezes. Faz sentido."
Fui embora e deixei a merda da bermuda por lá mesmo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

The Day


Um dia, eu vou dispensar a mesma atenção e preocupação que a maioria das pessoas dispensam a mim.

Um dia, eu paro de ouvir os problemas dos outros e começo a escutar só quem me escuta.

Um dia, eu mando pra casa do caralho esse bando de gente que eu insisto em me preocupar, sendo que a recíproca não é verdadeira.

Um dia, eu vou me enxer e começar a falar a mais nua verdade, da forma mais simples possível.

Um dia, eu canso de esperar e apago da memória algumas pessoas que há tempos ocupam um espaço ocioso dentro dela. Assim, quem sabe, o espaço torna-se produtivo.

Um dia, eu sumo e atualizo meu círculo íntimo de amizade para apenas 1 dígito.



Juro.